• Veja a seguir as estatísticas e estratégias dos principais vestibulares de Medicina:

    O Enem – Exame Nacional do Ensino Médio –, que começou em 1998 com 157.221 inscritos, é, atualmente, o maior vestibular do Brasil, com 8,5 milhões de inscritos na edição de 2015.

    O modelo atual de avaliação é composto de 4 provas mais a Redação, aplicadas em 2 dias:

    1º dia - Duração de 4h30
                       2 provas objetivas, divididas em:
    • 45 questões de Ciências Humanas e suas Tecnologias (História, Geografia, Filosofia e Sociologia);
    • 45 questões de Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Química, Física e Biologia).
    2º dia - Duração de 5h30
                       2 provas objetivas e uma Redação, divididas em:
    • 45 questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira – Inglês ou Espanhol –, Artes, Educação Física e Tecnologias da Informação e Comunicação);
    • 45 questões de Matemática e suas Tecnologias (Matemática);
    • Redação dissertativa-argumentativa.

    Diferentemente dos vestibulares tradicionais, a nota final nas provas objetivas do Enem não é obtida apenas pela quantidade total de acertos, mas sim através de média padronizada, fornecida para as quatro provas. Essa média leva em conta o nível de dificuldade de cada questão, utilizando o método TRI (Teoria da Resposta ao Item), que valoriza as questões mais fáceis do que as mais difíceis.

    Boletim de desempenho do Enem

    Considerando 20 minutos o tempo necessário para preencher o gabarito, sobrarão um pouco mais de 2,5 minutos por questão. Isso indica que a seleção de quais questões serão feitas inicialmente conta muito na estratégia geral da prova, pois, começando pelas mais fáceis é possível ler a prova até o fim e otimizar o desempenho.

    Mas como é possível selecionar quais são as questões mais fáceis e as mais difíceis? Como diminuir a quantidade de questões consideradas difíceis? Como gastar cada vez menos tempo na resolução das questões para conseguir ler toda a prova com mais tranquilidade? E como tirar uma nota alta na redação?

    Veja a seguir algumas respostas e orientações preparadas pela equipe de coordenadores do Poliedro:

    • Leve em consideração o peso por prova na confecção do plano de estudos

      • Cada universidade tem a liberdade de decidir o peso de cada uma das provas e da redação do Enem no cálculo da média final do aluno. Esse peso das matérias pode variar, inclusive por curso. O gráfico a seguir mostra como essa variação aconteceu em 2015 entre as universidades que adotam integralmente o Enem na seleção para o curso de Medicina:

        Note que as variações dos pesos por prova podem ser muito elevadas. Por exemplo, a Redação pesou 4 vezes mais na UFRJ em relação à UnB.

        Entender como varia o peso das matérias vai auxiliar no preparo do seu plano de estudos, afinal, é mais prudente dedicar mais tempo ao que conta mais na nota final. A dificuldade individual em cada disciplina também envolve dedicação do tempo de estudo. Assim, estude e explore mais as matérias em que você tem mais dificuldade. Para saber mais, consulte o site da universidade na qual está interessado para entender como ela define os pesos nas provas.

    • Estude muito de modo eficiente

      • A incidência de certos assuntos no Enem não é a mesma nos vestibulares tradicionais, como a Fuvest. Na prova de Matemática e suas Tecnologias, por exemplo, existe uma alta ocorrência de funções (tabelas e gráficos), geometria, escala, razão, proporção, porcentagem e estatística básica; já matrizes tem incidência extremamente baixa no Enem. Termodinâmica é um tema pouco cobrado, enquanto eletricidade e mecânica são muito frequentes na prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias.

        Embora o Enem tenha uma grande contextualização das questões e alta exigência de raciocínio e compreensão dos enunciados, é errado considerar que o aluno pode obter um ótimo desempenho só por possuir uma boa habilidade de interpretação de textos e gráficos.

        Sem um domínio sólido dos conteúdos do Ensino Médio, o aluno não terá capacidade de procurar o que é relevante no enunciado e manipular as informações para chegar à resposta correta. Algumas questões do Enem 2013 se mostraram muito similares ao nível de dificuldade de questões dissertativas de grandes vestibulares do país. Observe:

        Similaridades no nível de dificuldade de uma questão objetiva do Enem 2013, à esquerda, e uma dissertativa da Unifesp 2012, à direita.


        O esforço e a dedicação nos estudos são peças fundamentais para o bom desempenho no Enem. Diminuir o tempo médio gasto nas questões e considerá-las cada vez mais fáceis só acontece depois de muito estudo e muita resolução de exercícios e simulados, sendo essa uma parte indispensável no processo de aprendizagem. A seção sobre plano de estudos do nosso Portal fornece algumas estratégias importante sobre esse tópico.

        Assim, uma das melhores formas de preparação para o Enem é a resolução de provas de anos anteriores. Além de se adaptar ao estilo das questões, o aluno naturalmente treina os tópicos que são mais cobrados na prova. Recomendamos que ao longo do ano o aluno resolva as questões do Coletânea Enem, parte integrante do material didático da turma Medicina, que apresenta todas as questões do Enem divididas por frente e capítulo de acordo com os livros.

    • Redação e proposta de intervenção

      • O Enem exige a produção de uma redação dissertativa-argumentativa, que deve relacionar questões sociais, políticas, culturais e científicas a partir de uma situação-problema. Além disso, diferentemente de muitos vestibulares, a redação do Enem exige que o candidato proponha uma solução para o problema apresentado no tema. Assim, será preciso utilizar criatividade e conhecimento de mundo para propor soluções fundamentadas, defendendo de forma coerente o seu ponto de vista. Essa proposta de intervenção deve ser realista e respeitar os direitos, evitando qualquer tipo de argumentação preconceituosa ou racista. A leitura de jornais, revistas e conteúdo da internet é indispensável para o candidato se preparar para produção dessa redação.

        O MEC publicou um guia com explicações detalhadas sobre a correção do Enem, além de redações comentadas que receberam nota máxima no ano anterior. Esse material pode ser baixado aqui.

        Confira aqui uma análise mais detalha sobre a Redação do ENEM produzida pela coordenação de Redação do Poliedro.

    • Ter uma boa estratégia para a prova

      • Permanecer por horas focado e concentrado na resolução de questões não é uma tarefa simples, e é por isso que o treino é essencial. Ao realizar simulados no estilo Enem, o candidato utiliza uma excelente ferramenta diagnóstica, que auxilia na definição de quais matérias precisam de mais dedicação nos estudos e que o ajuda a se ambientar em dois aspectos importantes: a preparação física/emocional e o bom gerenciamento do tempo de prova.

        Uma boa alimentação antes do início e durante a prova também é importante, já que serão horas resolvendo questões. Recomendamos que sejam ingeridos, com um intervalo de 2-3 horas durante a prova, alimentos que possuam carboidratos de reduzido índice glicêmico (em geral os integrais) e que sejam ricos em fibras, como frutas, barras de cereal e biscoitos integrais, pois eles ajudam a prolongar a saciedade e regular o açúcar no sangue. Deve-se evitar barras de chocolate e doces durante a prova, já que eles têm alto índice glicêmico e liberam rapidamente açúcar no sangue.

        O tempo de preenchimento do cartão-resposta deve estar muito bem dimensionado antes de se fazer a prova. Se, ao faltar meia hora para o término da prova, o aluno já iniciar o preenchimento do cartão-resposta e finalizar em 20 minutos, perdem-se 10 minutos que poderiam ser utilizados para a resolução ou checagem das questões. Logo, nos simulados, é importante dimensionar e cronometrar o tempo gasto para o preenchimento do cartão-resposta.

        No dia da prova de redação, uma tática muito utilizada por alunos é inicialmente ler o tema da redação e fazer um brainstorming por alguns minutos. Após isso, deve-se resolver as questões e deixar a redação para o final, pois o enunciado delas podem até auxiliar nesse aspecto e, durante a prova, podem surgir novas ideias para a construção da redação.

        Finalmente, é importante que o aluno, durante a resolução das questões objetivas, não perca muito tempo em questões muito difíceis. A estratégia mais adequada é pular as questões difíceis e fazer inicialmente as mais fáceis.

        Para mais dicas e estratégias para o Enem, procure o coordenador pedagógico de sua unidade.



    Rodrigo Fulgêncio
    Coordenador da Turma Medicina
    Sistema de Ensino Poliedro

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