• A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) foi criada em 1994 a partir da antiga Escola Paulista de Medicina (EPM), uma entidade fundada em 1933 e que hoje é um dos centros universitários de Medicina mais importantes do país. Localizada no campus São Paulo, no bairro Vila Clementino, a EPM tem o seu vestibular organizado pela Vunesp, e a nota final do aluno é uma média aritmética simples entre as notas das seguintes provas:

    • Enem (somente a parte objetiva);
    • Língua Portuguesa, Língua Estrangeira e Redação;
    • Conhecimentos Específicos (CE) de Matemática, Biologia, Física e Química.

    Exemplo de um boletim de desempenho da Unifesp.

    Um detalhe importante é que a Unifesp utiliza do Enem apenas a quantidade total de acertos (a nota bruta), desconsiderando a Redação. Por exemplo, se um aluno acertou 144 questões das 180, sua nota será 144/180 = 0,8, ou seja, 8,0 em uma escala de 0-10. Portanto, aquela média final padronizada do Enem, que usa a Teoria da Resposta ao Item (TRI), não é utilizada. Lembrando que essas médias padronizadas são apenas utilizadas para as universidades que adotam o Enem integralmente como vestibular.

    Exemplo de boletim de desempenho do Enem, com as notas padronizadas.

    Como o nível de dificuldade do Enem varia ano após ano, é difícil precisar uma quantidade mínima de acertos para ter chances de ser aprovado em Medicina, até porque a prova não é eliminatória (não existe nota de corte), e as médias também dependem do nível dos alunos que prestam vestibular no determinado ano. Levando em consideração o boletim de desempenho dos ex-alunos do Poliedro aprovados em Medicina no Sistema Universal (sem cotas), temos o seguinte histórico de médias e notas mínimas:



    Embora as médias sejam realmente altas, isso não deve ser motivo de desânimo para o aluno. As notas mínimas mostram que alguns alunos que tiveram desempenho bem abaixo da média dos aprovados no Enem conseguiram se superar nos outros dias de prova e foram aprovados. E como não é possível saber qual a nota mínima no Enem para ainda ser competitivo em Medicina, a melhor postura para o aluno pós-Enem é continuar estudando para os outros vestibulares. Não se esqueça de que não existe nota mínima oficial ou nota de corte, já que todos os alunos podem realizar os outros dias de provas da Unifesp.

    Um questionamento comum entre os alunos é se vale a pena fazer a Redação do Enem, já que ela não conta para a média final do curso de Medicina da Unifesp. Nossa recomendação é, em geral, que o aluno faça a redação, já que ela é levada em consideração em outras faculdades públicas de excelente qualidade (UFMG, UFPR, UnB, UFRJ, por exemplo) que utilizam o SiSu. As quatro faculdades principais de Medicina de São Paulo (USP, Unicamp, Unifesp e Unesp) não utilizam a Redação do Enem no cálculo da média final e, mesmo que algum aluno esteja focado nessas instituições, sempre recomendamos que a redação seja feita, já que o manual da Unifesp não deixa claro se o aluno pode ou não deixar em branco (zerar) a prova de redação do Enem. Procure o seu coordenador do Poliedro caso tenha mais dúvidas sobre como proceder nesse assunto.

    A prova de Português, Inglês e Redação deve ser feita em 4 horas e é composta de:

    • 30 questões de múltipla escolha de Literatura, Gramática e Interpretação de Texto;
    • 15 questões de múltipla escolha de Inglês;
    • 1 redação dissertativa.
    Utilizando como referência a média dos alunos do Poliedro aprovados nos últimos anos, temos as seguintes estatísticas:

    • Dia 1 - Português / Inglês / Redação

      • Percebemos que o desempenho nas 45 questões costuma ser muito bom, já que o nível de dificuldade nessa prova não é tão elevado quanto o da prova dissertativa de Português da Fuvest. Portanto, existe menos margem para erro nesse dia de prova. O exame de redação também costuma ter médias bem altas, já que as propostas são bem acessíveis aos vestibulandos, com uma extensa coletânea, e os critérios de correção bem elaborados, porém diferentes dos utilizados pela Fuvest. Além disso, como são médias de ex-alunos do Poliedro, e existe uma dedicação e forte atenção do cursinho para o Português como um todo, a tendência é que essas médias sejam mais altas em relação às de outros candidatos. Por isso, existe uma preocupação grande dos professores com os simulados do modelo Unifesp, para que o aluno se adapte ao estilo dessa prova, que difere bastante do modelo de outros vestibulares.

        A prova de Conhecimentos Específicos apresenta 20 questões dissertativas, sendo 5 questões para cada disciplina (Biologia, Física, Química e Matemática), para serem feitas em 4 horas. É uma prova com alto nível de dificuldade e pouco tempo de resolução por questão. Os alunos bem sucedidos geralmente não costumam fazer um rascunho a lápis de todas as questões para depois passar a limpo à caneta, já que o tempo impossibilita tal ação.

        Por isso, para que os alunos se preparem da maneira mais eficiente possível, a turma Medicina oferece simulados no estilo Unifesp para que cada estudante consiga criar um estilo de resolução que mais se adapta ao seu perfil. Esses simulados são essenciais para ganhar confiança e se preparar da maneira mais adequada para a realidade da prova. Além disso, os professores do Poliedro detalham as minúcias da prova da Unifesp, abordando tópicos que se apresentam com certa frequência e que merecem uma atenção especial, além das táticas e das estratégias de estudo para um melhor desempenho.

    • Dia 2 - Biologia, Química, Física e Matemática

      • Para os últimos anos, temos as seguintes estatísticas da prova de Conhecimentos Específicos:



        Existe uma grande variação nas médias de conhecimentos específicos dos alunos aprovados, porém algumas tendências se mostram importantes:

        • A prova de Matemática normalmente é a que tem maior grau de dificuldade para os vestibulandos. Houve alunos que em 2014, por exemplo, acertaram menos da metade da prova e ainda assim conseguiram ser aprovados;
        • A prova de Química vem se mostrando a mais acessível, e as médias dos aprovados, portanto, são as maiores, o que traz menos chances para erros nessa prova;
        • Podem ocorrer variações no nível de dificuldade de cada matéria de um ano para outro, como ocorreu com Matemática de 2012 para 2013.

        Outro detalhe essencial das questões específicas é que nos últimos anos todas elas passaram a ter apenas dois itens para responder, diferentemente da Fuvest, que não tem um padrão definido, podendo ter até quatro por questão. Além disso, muitas dessas questões são independentes, o que significa que nelas o item b, por exemplo, pode ser resolvido mesmo se o aluno fizer ou não o item a.

        Essas características nos fornecem algumas conclusões de como otimizar o desempenho no vestibular da Unifesp:

        • É essencial que o aluno realize simulados estilo Unifesp e Enem para se ambientar nas características e no tempo por questão de cada dia de prova;
        • Ler toda a prova e resolver inicialmente as questões com menor grau de dificuldade;
        • Nunca pular uma questão sem antes ler todos os seus itens, pois eles podem ser independentes;
        • Jamais deixar uma questão em branco.

        Existem mais estratégias específicas por matéria e, inclusive, por assunto, que serão abordadas pelos professores do Poliedro durante as aulas e na revisão na véspera do vestibular da Unifesp.

    • Médias Finais e Notas de Corte

      • Finalmente, as médias finais e as notas de corte para ser aprovado em Medicina nos últimos anos foram:



        Neste período, houve uma variação da nota de corte, porém, consistentemente acima de 80. Contudo, a lista de espera para Medicina vem rodando cada vez menos. Considerando apenas o Sistema Universal, em 2011, aproximadamente 234 alunos foram convocados para matrícula em Medicina. Já em 2014, apenas 176 alunos foram chamados, um decréscimo de 25% na quantidade de convocados.





    Ainda assim, as aprovações do Poliedro vêm aumentando de maneira consistente. Entre os alunos aprovados no Sistema Universal, o número de aprovados foi de 32 em 2011 para 47 em 2014, um aumento de 47%. Levando em consideração também os aprovados via cotas, esse aumento percentual foi de 81%, com 58 aprovados em 2014.



    No vestibular de 2014, 31 vagas (aproximadamente 25% das 121 vagas totais) foram destinadas a alunos cotistas, que cursaram integralmente o Ensino Médio em escolas públicas. As médias desses alunos aprovados variam dependendo do tipo de cotas, mas, em geral, são menores do que as dos alunos do Sistema Universal. Para outras informações sobre as notas de alunos cotistas, procure a coordenação ou as orientadoras pedagógicas de sua unidade.



    Rodrigo Fulgêncio
    Coordenador da Turma Medicina
    Sistema de Ensino Poliedro

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